Mais Autonomia, mais Coesão, mais Equidade

A Fundação CEBI sempre contou com a atitude altruísta de quem quer contribuir generosamente para o bem-estar dos outros. Tal como as pessoas, as Organizações também têm os seus tempos próprios. Agora é tempo do POAPMC - Programa Operacional de Apoio às Pessoas Mais Carenciadas. Este Programa, já divulgado, consiste na criação e gestão de um Polo de Receção de géneros alimentares para os concelhos de Vila Franca de Xira e Arruda dos Vinhos, que irá abranger 855 pessoas, e também na qualidade de entidade mediadora em parceria com outras Instituições dos referidos concelhos. Este Programa tem como objetivo minimizar as carências básicas alimentares das populações mais fragilizadas, através da distribuição de géneros alimentares, e contribuir para a autonomia dos públicos participantes através do desenvolvimento de ações específicas, tais como, sessões informativas, de sensibilização e de carater formativo. 

Iniciou-se assim, um processo de reforço e organização de um Grupo de Voluntariado com o objetivo de colaborar em fases específicas do processo, como por exemplo na receção dos bens alimentares, organização dos cabazes, distribuição dos diversos géneros, etc., em contextos de interação social com as populações que servimos.

Deu-se também início a um conjunto de procedimentos no sentido de conhecer outras experiências de Voluntariado bem-sucedidas, particularmente no que respeita aos seus princípios e valores, à sua regulamentação, à sua integração nas Organizações ou no que diz respeito às dificuldades na angariação.

O Voluntariado na CEBI é indissociável da sua identidade fundamental. Sempre presente de um ponto de vista dos princípios e das ações que sempre desenvolveu. A Lei, de acordo com as orientações das Nações Unidas e congruente com o nosso próprio conceito de Voluntariado, desenvolvido ao longo de décadas assume uma particular importância na nossa intervenção.

A Lei n.º 71/98, de 3 de novembro, define Voluntariado como “o conjunto de ações de interesse social e comunitário, realizadas de forma desinteressada por pessoas, no âmbito de projetos, programas e outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade, desenvolvidos sem fins lucrativos por entidades públicas ou privadas.

Não são abrangidas pela presente Lei as atuações que, embora desinteressadas, tenham um carácter isolado e esporádico ou sejam determinadas por razões familiares, de amizade e de boa vizinhança.”

O Voluntariado, de acordo com o Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado, passamos a citar:

“– Está ao serviço das pessoas, das famílias e das Comunidades, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar das populações;
– Traduz-se num conjunto de ações de interesse social e Comunitário, realizadas de forma desinteressada, expressando o trabalho Voluntário;
– Desenvolve-se através de Projetos e Programas de entidades públicas e privadas com condições para integrar Voluntários, envolvendo as entidades promotoras;
– Corresponde a uma decisão livre e voluntária apoiada em motivações e opções pessoais que caracterizam o Voluntário”.

É neste âmbito que está a decorrer uma campanha de angariação de Voluntários na Fundação CEBI para o Departamento de Intervenção Social e Comunitária. Contamos com a participação de todos!