A personificação da “Mãe Terra” protagonizou a reflexão natalícia no Centro de Recursos da Ericeira (CRE) da Fundação CEBI. A necessidade incessante de a salvar, para que ela possa continuar “a suster todos os que nela habitam”, deu o mote à celebração, que decorreu a 19 de dezembro, em Fonte Boa dos Nabos. 

Sozinha e cansada de tanta dor, a “Mãe Terra” iniciou a tarde com um apelo – é que os seus céus tinham ficado vazios, “as nuvens doentes, os rios foram perdendo a cor, os animais andavam perdidos” e as pessoas, essas, estavam cada vez mais assutadas. Era urgente “mudar estas mudanças”, sentir o “pulsar da vida” e renovar atitudes e valores. 

Conscientes de que “somos nós que a temos que salvar”, as crianças da Creche e do Ensino Pré-escolar do CRE aceitaram, de imediato, a missão que lhes foi confiada – foram uma “ajuda pura”, ternurenta e especial para a “Mãe Terra”, que começou, aos poucos, a sentir uma transformação.

“A Terra é verde, é flores, é crianças”

A junção dos quatro elementos – Ar, Terra, Água e Fogo – gerou força suficiente para que a “Mãe Terra” respirasse, renascesse, sentisse e passasse a acreditar em todos os que a rodeavam. 

Num instante, o Ar soprou sobre todas as “neblinas, medos e poeiras”, a Terra despertou e começou a “construir e semear”, a Água fertilizou e trouxe em si “todas as emoções e sonhos” e o Fogo despoletou uma “explosão de luz, calor e alegria”. E nisto, “todos foram chamados à grande celebração da vida”, partilhando uma “Terra d’Esperança” de cor verde, cheia de flores e entregue genuinamente às crianças.
 



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