A Tertúlia “Bora lá Crescer Melhor?” registou uma sala cheia de convidados, em que se destacam o Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Juiz Conselheiro Armando Leandro, a Presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens de Vila Franca de Xira, Dra. Carolina Carvalho, Médicos, Estudantes Universitários, Bombeiros, Famílias Amigas e Voluntários da Casa de Acolhimento, Professores, Educadores e Colaboradores da CEBI.

A ideia de que “um mau aluno deve ser sempre considerado um desafio” deu o mote à Tertúlia “’Bora lá Crescer Melhor?”, organizada pelo Departamento de Emergência Social da Fundação CEBI. A afirmação é de Jorge Rio Cardoso, Professor Universitário que conduziu uma reflexão conjunta, onde estiveram presentes Professores, Educadores e diversas personalidades interessadas neste tema. 

Jorge Rio Cardoso, Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de Aveiro, revelou que ele próprio teve um período que pode ser considerado de “mau aluno”. Mas admitiu-o com a mesma naturalidade que acredita que a aprendizagem não se avalia só pelos resultados quantitativos e que o “ensino não deve apenas reproduzir conhecimentos”. Fala de Professores como facilitadores do processo de aprendizagem e do elo privilegiado que deve existir entre o Docente e o aluno. Acredita que, atualmente, as Organizações valorizam pessoas em que as competências exclusivamente técnicas já não estão no centro do processo de escolha – “é preciso saber trabalhar em Equipa, é necessário reunir consensos, pensar em soluções e criar empatias”.

E qual o papel da Escola nesta equação? O Professor deu a resposta: como “uma preparação para a vida!”, afirmou para um Auditório de quatro dezenas de pessoas que vieram à CEBI para refletir, em conjunto, sobre a aprendizagem, o desenvolvimento e o crescimento.

Esta ação decorreu no âmbito do ciclo anual de Tertúlias da Casa de Acolhimento e foi acompanhada pela sua Diretora, Olga Fonseca, por Ana Maria Lima, Presidente do Conselho de Administração da Fundação CEBI, por Honório Vieira, Diretor geral, entre outros Diretores e agentes Educativos da CEBI. “’Bora lá, crescer melhor?” foi a interrogação que todos fizeram no dia 6 de novembro, numa iniciativa recheada de importância pela partilha de experiências e conhecimento. Até porque, “todas as frases que vão ajudar crianças e jovens a crescer melhor já estão feitas”. O que é preciso, ressalvou Jorge Rio Cardoso, “é passarmos à prática”.

Estratégias pedagógicas onde se aprenda “sem sequer se dar por isso”

Autor de vários livros sobre Educação, destinados a Pais, Alunos e Professores, Jorge Rio Cardoso acredita que foi o Atletismo que mudou a sua vida de estudante – de aluno com notas menos boas, destacou-se um exímio atleta, que chegou a alcançar vários títulos nacionais. E, desde então, o atual Professor Universitário transformou-se num estudante exemplar. 

Em paralelo à sua carreira de Docente, Jorge Rio Cardoso é Economista no Banco de Portugal e acredita que a aprendizagem não termina na Escola, muito pelo contrário – “vamos ter sempre que estudar ao longo da vida e, para isso, precisamos continuamente de ser estimulados, trabalhando o nosso espírito crítico”. E é nessa estratégica pedagógica que se encontra o segredo. Ou a solução. O processo formativo deve, no seu todo, “ser motivante e de referência”, deve “procurar os melhores exemplos” e abastecer-se de “boas práticas”.

Formação integral dos estudantes do Colégio José Álvaro Vidal

A criatividade e a necessidade de, todos os dias, se reinventar o formato Educativo pré-estabelecido, são preocupações constantes da Fundação CEBI. No Colégio José Álvaro Vidal recorre-se, diariamente, ao desafio da renovação, procurando formar alunos de forma integral.

Aliar a aprendizagem formal e não formal, através de formatos pedagógicos pioneiros e que sejam proporcionadores de novas experiências, é uma das estratégias de ensino usadas com os estudantes.

Os alunos, esses, são abordados como Seres Humanos. No seu todo. Procura-se, por isso, não apenas “o melhor aluno”, mas sim, “a melhor pessoa”. Incutem-se valores. Promove-se a realização individual. Incrementa-se maturidade. Inova-se. Reconhece-se e valoriza-se a importância cívica e solidária.



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