Um “sonho de ajuda, de ensinar” e de ser “porto de abrigo” resultou em 49 anos de atividade em prol de crianças, jovens, idosos e famílias, com particular atenção aos mais desfavorecidos. A efeméride foi assinalada a 15 de dezembro, numa cerimónia com várias razões para celebrar.

Na abertura da Sessão, que foi presidida pela Presidente do Conselho Nacional de Educação, Maria Emília Brederode Santos, todos os presentes ouviram, pela primeira vez, o Hino da CEBI em que letra, música, arranjos e interpretações foram da responsabilidade de Colaboradores da Fundação. Mais “um sonho antigo” que se transformou em realidade, cujo resultado surpreendeu todos os presentes. A letra, que reflete sobre ser gigante “em cidadania”, ter “poderes e aptidões”, “quebrar fronteiras” e ver nos outros “o seu melhor”, recorda algumas das características que diariamente estão presentes na atuação da CEBI, nas suas diversas áreas de atividade.

A procura incessante pela inovação e pela excelência foi refletida, também, na intervenção de Ana Maria Lima, Presidente do Conselho de Administração da Fundação, que procurou assinalar os 49 anos da CEBI com confiança no futuro – “no próximo ano, teremos disponível a nossa oferta de Ensino Secundário mas, para além disso, queremos dar uma resposta mais ajustada às novas realidades e focada na promoção do bem-estar e no envelhecimento ativo e, portanto, iremos avançar com o projeto de um novo Lar”, revelou.

Alunos “fascinados pelo desafio de aprender”

Impressionada com uma assistência “tão intergeracional”, Maria Emília Brederode Santos, elogiou o papel da Fundação CEBI pelo “currículo rico e diversificado” no apoio à Comunidade que apoia, bem como, na preparação que incute nas crianças e jovens, cada vez mais e melhor preparados para o futuro – “a Educação é aprender a tornar a vida mais significativa e bela, e as Artes são um dos melhores meios para isso, assim como é a formação de pessoas com empatia e solidariedade para com os outros e com as gerações futuras”. Para a Presidente do Conselho Nacional de Educação, a CEBI prova que, diariamente, é possível transformar e encontrar uma sociedade mais justa e coesa.

Antes da sua intervenção, Maria Emília Brederode Santos foi convidada a entregar, juntamente com Ana Maria Lima, António Castanho, Diretor do Colégio José Álvaro Vidal e Alberto Mesquita, Presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, os Diplomas de Mérito, Excelência e Valor, aos alunos que durante o Ano Letivo transato se destacaram, tanto ao nível curricular, como nas atitudes, princípios e valores cívicos. São, para os cerca de 1600 alunos da CEBI, um exemplo por se terem deixado “fascinar pelo desafio de aprender”. São “força e inspiração” e aceitam todos os dias um estímulo para “irem mais longe”. A estes alunos juntaram-se todos aqueles que receberam os Diplomas da Associated Board of the Royal Schools of Music (ABRSM) e da Royal Academy of Dance, resultado das suas prestações nos Exames de Piano, Guitarra, Violino e Ballet.

23 Colaboradores da CEBI foram homenageados na cerimónia

Por “pensar grande”, querer “transformar o mundo, ter ideias de justiça e inovação”, a Fundação CEBI “tem uma importância muito grande na história recente de Alverca e, consequentemente, no próprio Concelho de Vila Franca de Xira”. Reconheceu-o Alberto Mesquita, Presidente da Autarquia Vilafranquense, acrescentando que “a atuação da CEBI pauta-se por valores com os quais a Câmara Municipal se identifica plenamente”. O apoio e atenção prestados diariamente a mais de três mil famílias do Concelho foi também enaltecido pelo Presidente, que acredita que a Fundação “merece o mais profundo agradecimento”.

A cerimónia não terminou sem a homenagem aos 23 Colaboradores da CEBI que completaram, no decorrer de 2017, 20 anos de trabalho, entrega e dedicação à Instituição, na certeza que a Fundação é uma “casa feita de pessoas, para pessoas”. O momento foi conduzido por Honório Vieira, Diretor Geral, reconhecendo o “grande contributo que todos deram para o desenvolvimento da Fundação”.



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